19/05/2010

Murmuração X Adoração

Atos 16.23.34

Louvor e murmuração caminham em lados opostos. Um deles traz as bênçãos de Cristo e o outro o enxofre do inferno.

Paulo e Silas, açoitados e posteriormente presos. Qual o comportamento que poderia ser esperado deles? Murmuração. Sim, era bem razoável que esticassem suas línguas em reclamar e maldizer até cansarem e depois pegassem no sono. Não foi o que aconteceu. Começaram a louvor e orar. Enquanto louvavam, o tempo foi passando, a noite chegou. Os demais presos não entendiam muita coisa do que estava se passando. Se bem que, talvez houvessem ali outros cristãos encarcerados, ou pelo menos judeus. De modo analógico, vamos pensar em algumas consequências do louvor em nossas vidas.

1. Os apóstolos cantando, abafaram com suas vozes a voz da circunstância. O louvor nos faz subir a uma dimensão acima da circunstancial. Enquanto eles, sem reclamar da situação, agiam diretamente na mudança dela, os murmuradores apenas poderiam sofrer. Seus olhos focados no fatídico não poderiam tocar no sobrenatural.

2. As línguas de Paulo e Silas estavam calibradas para profetizar. O louvor liga nossa mente aos céus através de nossa língua. A murmuração nos faz amargar as células gustativas no fel. Línguas que louvam apontam para cima, línguas que murmuram são ferinas e apontam para baixo.

3. O louvor gera a fé que agrada a Deus, atraindo seu favor. Louvar quebra as cadeias, liberta. Murmurar aprisiona, limita, acorrenta. Quem adora sobe aos céus, e quanto mais sobe mais se amplia seu horizonte. O murmurador cava um buraco, cada vez mais profundo, tendo cada vez menos visão.

4. E mesmo que o louvador esteja no buraco, sua adoração atrai a luz. A murmuração puxa terra sobre, termina de enterrar. O louvor torna o buraco a glória do futuro, pois o adorador poderá apontar de onde saiu. A murmuração torna o buraco na própria sepultura, puxando terra sobre a própria cabeça.

5. A adoração expõe as feridas. Feridas expostas podem ser tratadas. A murmuração fala das feridas, mas as oculta. Murmuração atrai infecção. Adoração atrai o favor do adorado, que envia cura.

6. O adorador expõe suas fraquezas, diante da grandeza de seu Mestre. O murmurador expõe suas forças e acusa Deus. Como resultado, o adorador tem paz e o murmurador tem medo, esconde-se.

7. Quem tem um coração de adorador tem a alma alimentada. Aos que possuem alma de murmurador, resta um espírito desnutrido, mas sem fome e comendo isopor.

8. Por fim, a adoração honra a Deus e a murmuração pretensiosamente procura desonrá-lo.

Eu decido ser um adorador! Oh Glórias a Deus!

O Paulo, que passou por tudo isso e muito mais (confira 2Co 6.4-10) é o mesmo que diz: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Ele era um adorador de ‘carteirinha’, eu preciso urgentemente aprender isso.

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Penumbra

Nunca encontrei

Alguém como eu.

Que odeie os dias tristes

E se alegre quando os encontra.


Olho pela janela e vejo o dia voraz

As folhas agitadas

O vento sem paz

As pessoas molhadas.


O toque do piano

Em tom melancólico.

O céu escuro encantando o poeta

De coração bucólico.


O poste segurando os fios

Ameaçando romper.

O cinamomo inclinado

O tempo a se perder...


A lâmpada do poste

Começando a ligar.

Meu coração romântico

Sempre disposto a chorar.


E num cenário como este

Meu coração se enche de paz.

A voracidade do tempo

Não me parece audaz.


Posso sorrir alegre

Satisfeito com a tristeza.

Pois é na diversidade

Que encontro minha felicidade.


Se hoje choro,

Amanha sorrirei.

Nisto, triste é a alegria,

Pois lhe resta o choro do amanha.

17/05/2010

Honra

Sexta-feira (14) estive em uma reunião onde o Pr. Paulo Böhn trouxe um 'saboroso' estudo sobre honra. Citou o autor John Bevere em seu livro "A recompensa da Honra". Encontrei hoje uma pregação em mp3 do Pr. Luciano Subirá também inspirada no mesmo livro. Para quem quiser, ai está. Vale a pena ouvir!

15/05/2010

A carta de Elias

“Então, lhe chegou às mãos uma carta do profeta Elias” 2Co 21.12.

Já pensou no susto? Você escuta o cachorro latindo, vai até o portão e lá está o carteiro. Até ai tudo bem, mas quando abre sua caixinha de correi encontra uma carta um pouco amassada. A carta veio de longe, de outro país... Ao o remetente, o susto: Elias, o tisbita. Só que o pior ainda estava por vir, o conteúdo da carta. Após o reinado de Josafá, Jeorão torna-se rei de Judá. Ele age muito mal e o Senhor fica indignado com ele, a ponto de falar com Elias, profeta de Israel que iria castigá-lo. É uma lástima que um rei do povo de Deus tenha ficado tão insensível, que Deus além de não falar diretamente com ele, nem com as pessoas de seu próprio país, tenha que inspirar um profeta estrangeiro para que ele dê ouvidos! Que dureza de coração, que obstinação!

Agora me desculpe o intrometimento, mas, o que Elias escreveria para ti? O que será que o grande profeta teria que lhe escrever em uma carta por causa do seu coração endurecido? Em nossos dias, quais as verdades que o Senhor quer nos comunicar, entretanto, nossos corações duros não tem lhe dado ouvidos?

Sacrifícios Inúteis

Hebreus 10.11-14 “11Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; 12Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, 13aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. 14Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”.

Agora voltou a moda o rito antigo dos judeus: Sacrifício. Está na moda esta palavra. “Quem quer ser abençoado, sacrifica na presença e Deus” é o que dizem por ai. E então começa uma onda de “faça um sacrifício de R$ 100,00” ou “sacrifique um dia construindo o novo tempo”. Ah, tudo bem se querem ficar com seus próprios sacrifícios diariamente oferecidos, eu também já pensei assim. Tanto que um dia, na hora das ofertas eu disse: “No Antigo Testamento se ofereciam pombas, cordeiros e outros animais, agora, podemos oferecer onças, araras e quem sabe até mesmo peixes”... Por favor, não me prendam por estelionato porque já faz anos que me arrependi disso. Enfim, hoje prefiro confiar no sacrifício de Jesus. Creio com todas as forças de meu coração de que ele foi suficiente de uma vez por todas e que ‘pela graça mediante fé’ neste Cristo recebo a salvação (cf. Ef 2.8). Todavia espero que não descubram tarde demais que seus sacrifícios não valem nada, e que vão para o inferno se sua confiança não estiver depositada unicamente em Jesus Cristo.

Calma, não estou bravo não. Como diz minha irmã: “Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”. Se bem que eu não estou mais no quadrado. Cansei dessa teologia ‘xerocada’ que está na maioria das igrejas. De fato, a verdade é Única, mas é uma Pessoa, por tal, é relacional e não estática (Leia TSV-I)

Ok, existe o ‘sacrifício vivo’ de Rm 12.1. E se é ‘vivo’ como pode ser ‘sacrifício’? Bom, se Cristo é o único sacrifício válido, me amparo em meu batismo, onde fui feito um na morte (sacrifício) e ressurreição de Cristo (Rm 6.3-4). Assim, quando cultuo a Deus em meu culto racional, torno-me sacrifício vivo, porque morri e ressuscitei em Jesus para a Vida Eterna.

E o sacrifício de louvor de Hb 13.15? Encerra-se sobre o mesmo ponto do acima. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome”. Perceba que o tal ‘sacrifício’ é por meio de Jesus. Em outras palavras, confessamos Jesus como nosso salvador e chegamos diante do Pai, e o adoramos pelo sacrifício oferecido de uma vez por todas, Jesus. Assim, louvemos a Deus em todos os momentos de nossa vida, oferecendo com nossos lábios a memória da eficácia do Sangue de Jesus.

Partindo destes acima, passo a algumas breves observações.

Da vida eterna

A salvação é um presente, e não podemos adquiri-la de qualquer outra forma. Ef 2.8 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9não de obras, para que ninguém se glorie”.

Das bênçãos

A maior bênção é Jesus, antes de nos criar, ter decidido nos salvar (1Pe 1.19-20). Deus não pode ser extorquido ou subornado por ‘sacrifícios’ humanos. Deus não é tirano. Não lhe parece bem que as pessoas caminhem de joelhos até sangrar, jejuem até desmaiarem e deem todo seu dinheiro para alguns poucos andarem de jatinho para em troca, receberem uma bênção. Por que Deus sentiria prazer em torturar seus filhos? Que idiotice! Todas as coisas ao crente, se encerram no servir a Deus por amor a Ele (Mt 22.37) através de suas obras, estas, resultantes de sua fé (Tg 2.17-28). Para que assim, as pessoas não tenham uma imagem distorcida, como se Deus fosse um opressor, mas para que através de nossas obras glorifiquem a Deus (Mt 5.16).