10/03/2011

Estudos em Lucas #03 - Maria

Maria (Lc 1.26-38)
      O mesmo ‘poderoso de Deus’ que assustou o grande Zacarias, aparece para uma mocinha, uma menina que morava no interior. Sua região, a Galileia, era conhecida pelo sotaque forte e por ser uma região de pescadores. Maria era desposada com José, ou seja, estava prometida em casamento a este homem da tribo de Judá. O nome desta adolescente era Maria (aquela que guarda no coração). Tudo estava indo muito bem, seu noivo, apesar de mais velho, era um homem extremamente obediente ao Senhor. Talvez, José tenha sido escolhido para criar Jesus e Maria, por estar desposada com ele, recebeu o privilégio de ser mãe. O fato de ser Isabel parenta (Lc 1.5;36) de Maria e esta primeira ser da tribo de Levi, nos leva a conclusão de que Maria no mínimo tinha um pouco de sangue levítico. Por isso a suposição acima, de que Maria tenha sido escolhida para ser mãe de Jesus por estar desposada de José. Mesmo as genealogias de Jesus apresentadas por Lucas e Mateus são baseadas na linhagem de José.
De repente Gabriel traz uma notícia que poderia colocar tudo a perder. Ela ficaria grávida! Para uma moça prometida em casamento que aparecesse grávida, o que restava era o apedrejamento. Porém, diferente do experiente vovô Zacarias, a menina, ao que tudo indica entre 16 e 18 anos, mostra uma fé impressionante e recebe a bênção.
Interessante que o anjo a saúda dizendo: “Ave Maria cheia de graça”. Bom, pelo menos assim traduzem algumas versões da Bíblia que tem como base a Vulgata Latina. ‘Ave’ é uma saudação em latim que significa ‘Salve’ e ‘Seja feliz’[1]. Na realidade, Gabriel simplesmente dizia: “Alegre-se, você recebeu um enorme favor”! Cheia de graça não denota algo intrínseco de Maria, senão não seria graça. Aliás, uma melhor tradução seria “muito agraciada”. Ela estava recebendo uma bênção muito grande.
O filho de Maria deveria ser chamado Jesus (Deus salva) e seus apelidos denotavam sua grandeza. Grande e Altíssimo eram atributos dos imperadores. Mas agora, o Rei dos Reis estava chegando.
Como isso aconteceria? O Espírito Santo viria sobre ela, a sombra do Altíssimo a envolveria e de maneira sobrenatural, sem contato físico, o óvulo de Maria seria fecundado com o espermatozoide contendo o DNA de José. Maria, virgem engravidou. Depois sim, teve um relacionamento conjugal normal com José, inclusive com outros filhos (Mc 3.31-32).
Também nós, devemos deixar que o Espírito Santo nos envolva e geremos muitos filhos para o Senhor.
No decorrer de nossos estudos sobre o Evangelho segundo Lucas, veremos ainda mais fatos marcantes a respeito de José e veremos que Maria deveria se alegrar não apenas pelo filho Deus, entretanto, também pelo marido José.


[1] Bíblia de Estudo King James, Abba Press, São Paulo, 2007.

Estudos em Lucas #02 - Predito o nascimento de João

Predito o nascimento de João (Lc 1.5-25)
     Nos dias de Zacarias, ministrar o incenso perante o Senhor era um grande privilégio. Divididos em 24 turnos, os descendentes de Levi ministravam o incenso ao Senhor. Alguns, em toda a vida, teriam a oportunidade de tal façanha apenas uma vez na vida.
Zacarias e Isabel eram levitas zelosos a Jeovah. O Antigo Testamento é marcado pelo confronto entre Justos (Tsadiq) e ímpios (Reshaim). Ao dizer que ambos andavam em Justiça diante de Deus é uma afirmativa bastante forte. Embora fiéis e não murmuradores, Isabel sofria pelo fato de não ter filhos, uma terrível vergonha naqueles dias. Zacarias era também o que hoje poderíamos chamar de teólogo, conhecedor das escrituras e ainda mais, cumpridor das mesmas.
Quando o Anjo que aparece, fica espantado e não corresponde da melhor maneira possível, recebendo como sinal do cumprimento da profecia a mudez. Certamente o anjo que lhe entregou a notícia era belo e imponente. Gabriel significa ‘o poderoso de Deus’.

04/03/2011

Essênci(all)

Existe apenas uma porta,
Uma porta pela qual posso escapar da religião.
Esta porta se chama Jesus,
O dono de meu coração.

Meus neurônios dançam em minha mente,
Buscando um sentido para a palavra “crente”.

Não quero mais a folia do diabo
Que é a religião opressora.
Deixo isso de lado
Renasço como nova pessoa.

Não tenho nada que possa perder
E nada para ganhar
mais precioso do que já recebi;
O privilégio de Jesus me amar.

E nestes versos me despeço
De tentar corrigir o vaso
Que Jesus já quebrou a muito
E com este amado me caso!

Vem Jesus, vem me ensinar.
Vem Senhor, minha mente purificar.
O calor de tua presença
Congelar minha maldade.

O frio de tua presença
Queimar minha iniquidade.
Obrigado Jesus
Para sempre,
minha Luz.

Onésimo e Cláudio: Um diálogo engraçado

Onésimo: - Olá! Está animado hoje?
Cláudio: - Ah se você soubesse o que estou passando, não faria esta pergunta.
Onésimo: - Pois faço sim! Somente os animados podem prosperar na vida!
Cláudio: - Ficou louco Onésimo? Você agora vai começar a pregar que devemos estar o tempo todo alegrinhos? Que não podemos ficar tristes em meio às desgraças? Que é pecado ficar desanimado e que todos devem prosperar?
Onésimo: - Ei, ei, calma ai. Vamos por partes:
Primeiro: Você deve sim estar animado! Quando vemos uma pedra não dizemos que é um “objeto inanimado”? Somos seres animados, portadores de alma e podemos ficar animados no Senhor, como ficou Finéias (Nm 25.11). “Ânimo” significa “alma”. “Desanimado” significa perder o ânimo, ou seja, perder a alma! Em outras palavras, quem fica desenxabido da vida, está desalmado. Ou ainda, está inanimado, incapaz de reagir, passivo ao que se passa ao redor. E quem não age é levado pelas correntezas em direção ao precipício.
Segundo: Prosperar está relacionado a muitas áreas, não significa necessariamente enriquecer. Está relacionada a aprender a viver, ter sabedoria, longevidade. Inclusive a ter uma próspera animação, uma alma próspera (3Jo 1.2).
Terceiro: Devemos tomar cuidado quando dizemos que algo é uma “desgraça”. Graça é um favor, um presente, o que recebemos. Uma desgraça seria o contrário disso. A menina vai atravessar a rua e um rapaz, salta e salva a menina, ficando ele mesmo debaixo do carro. Isso é graça. O rapaz vê a menina sendo atropelada e prefere não fazer nada. Isso é uma desgraça. Não concedeu o favor, o presente (gratuito), a graça. Note que neste caso, a graça é “grátis” apenas para a moça, para o rapaz tem um alto preço. Pois bem, na vida, em relação a Deus, desgraça seria Deus abstendo-se de favorecer (dar favor) a alguém. O caminhão chamado morte eterna iria nos atropelar, ele pulou na frente e morreu. Ressuscitou e agora vai casar com a mocinha que salvou. Um ato de pura graça!
Boa parte das coisas ruins que nos acontecem não são desgraças, mas, consequências de nossos erros, recompensas merecidas por nossos desatinos. Essa é a diferença entre, o que vou chamar de “problemas”, na falta de uma palavra melhor e desgraças. Os problemas são consequências merecidas de nossos erros. As desgraças são a ausência dos presentes imerecidos que receberíamos.
Cláudio: - Bom, então neste caso como saber o que é graça e o que é desgraça? Quando tenho um problema e quando estou desfavorecido?
Onésimo: - Isso pode ser medido a níveis pessoais e coletivos. Os hebreus sofreram algumas desgraças, perdendo guerras que poderia ter ganhado se o Senhor tivesse lutado com eles. Mas não lhes concedeu este favor porque foram em rebeldia (Nm 14.39ss). Deus também permitiu a desgraça do cativeiro, permitindo que seu povo fosse levado para a Babilônia e o país destruído. Porém, a desgraça da nação foi graça individual, afinal, o Senhor ofereceu a eles oportunidade de arrependimento. Morros que desabam, enchentes que destroem podem sim ser juízo de Deus, ou meramente, consequência de nossos descuidos (o que é muitas vezes). Entretanto para muitos, os desastres coletivos, serão oportunidade de graça individual, oportunidade de nascer de novo, de repensar a vida, de crer na soberania do Senhor.
Cláudio: - Você está louco! Diga isso a quem perdeu tudo!
Onésimo: - Digo sim. Para quem perdeu tudo só resta ter fé e esperança na graça! Que alguém sem desejar receber nada em troca lhe auxilie. Não é o que acontece? Pois também o Senhor estende suas mãos, que somos você e eu, para levar salvação que se manifeste desde hoje, reestabelecendo vida e dignidade. Somos a mangueira que Deus usa para levar água aos sedentos. Mangueira suja, que um dia carregou esgoto, mas que com o passar da água limpa vai sendo purificada. No início larga ainda alguma sujeira, todavia depois melhora. Como esse discurso que te faço querido amigo, que talvez tenha algumas sujeiras ainda, entretanto tenha esperança que estas águas correntes hão de purificar-me. E endireitar as tuas pernas, para que a cada dia prossigas no caminho.
Cláudio: - Está certo irmão, vamos confiar que a graça a de nos limpar e animados no Espírito Santo, sejamos canal de vida por onde quer que passemos. Que a graça do Senhor, te permita ser cada dia mais útil.

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03/03/2011

Paixão!

     Como vai seu amor pelo Senhor? Se você é leitor deste blog, provavelmente possui uma tendência apologista, de lutar por uma fé verdadeira, legitimada nas escrituras. Isso é muito bom. Alguns artigos aqui como “Pentecostes pra quê?” nos levam a refletir sobre sérios problemas em nosso modelo de igrejas. Porém, quero exortar firmemente que sejamos uma geração apaixonada por Jesus.
Se ficarmos apenas em palavras bonitas e não expressarmos nosso amor ao Senhor, seremos religiosos de livros e não filhos, não a noiva. Paixão, ou amor para os que não gostam da terminologia, evoca contato, carinho, toque! Se dizemos que o Noivo é maravilhoso, por que deixar o amor se esfriar? Se dizemos que o Pai é de amor, porque não sentar em seu colo?
Ah querido leitor deixe renascer em ti a alegria da salvação (Sl 51.12). Deixe crescer e borbulhar esse desejo dentro de Ti de gritar para todos ao seu redor: “Eu amo Jesus, Ele me deu uma nova Vida”! Vida queridos, vida! Não nos chamou a vivermos desanimados, oprimidos. A religiosidade faz isso conosco. Pule, dance, salte como Davi! Olhe para os Ossos secos e profetize um poderoso exército. Olhe para os perdidos ao teu redor e profetize um povo com Vida Nova! Quanto tempo faz que você não dança na presença do Senhor? Quanto tempo faz que não chora lendo a Bíblia? Ei, acorde, quanto tempo faz que você não vê um perdido e sente no seu coração aquela paixão, desejo de levar a vida de Cristo a ele? Não enferruje querido! Mova-se! Cresça ou morrerá!
Aleluia! Abra sua boca e grite as maravilhas que o Senhor tem feito na tua vida! Pregue, espalhe o testemunho, veja como Ele tem sido fiel e maravilhoso! Pare de murmurar e glorifique, sinta a presença do Espírito Santo!
Então sim, podes ser um verdadeiro apologista, sendo um adorador de fato e verdade. Adorando com todo seu ser. Aleluia.

01/03/2011

Líder de Oração #03 - Amor Sacrificial

 Liderar não é tarefa fácil. Oprimir é fácil no começo, depois se torna a solitária arte de fazer nascer os próprios demônios... Fantasmas dos grunhidos dos oprimidos. Tornar-se um astro é fácil, até o momento de ser engolido por um buraco negro de perda de sentido e identidade e tornar-se mero produto dos desejos das massas alucinadas. E o usurpador, passe a ser o usurpado.
Liderar, liderar de verdade, isso não é fácil. Moisés que o diga. Era elo entre Deus e o povo, um antítipo da mediação messiânica. E como tal, sentia a tensão de estar entre as partes.
Um dia estava com os adolescentes e ao sair pensei: Por que hoje tenho mais dificuldade de ser compreendido por eles do que quando eu tinha 16 anos? Simples, porque eu era um deles! O povo não entendia Deus, mas entendeu Emanuel (Deus dentro do barro), Jesus Cristo encarnado em corpo humano.
Não se assuste com o que vou dizer: As pessoas não são capazes de entender Deus! São limitadas a entender o que vai de níveis inferiores até o seu próprio nível. Por isso Deus se fez homem e habitou entre nós, para que olhando em olhos humanos, pudéssemos ver o Divino.
Um líder, precisa ser “emanuEl”. Precisa ser o boneco de barro, cheio do Espírito Santo. Cristão; uma miniatura de o Cristo! E se Cristo era Deus dentro de como homem, também nós devemos ser homens que transpiram e espiram Vida de Jesus por estarmos cheios do Espírito Santo.
E o que Moisés tem a ver com isso? Tipificava essa relação. Orando a Deus pelo povo, falando ao povo por Deus. E ainda, amando o rebanho mesmo em dano próprio. Jesus fez isto indo à cruz. Moisés fez isto pedindo a própria destruição (Ex 32.32) e não a do povo, rejeitando ser o patriarca de um novo povo da Aliança (Ex 32.10).
O amor incondicional de Moisés pelo Senhor e as longas horas e dias de oração, o fizeram amar o povo, mesmo sendo povo mal e ingrato. Quem apenas lê o Pentateuco, pode até pensar que o Deus de Moisés era iracundo. Moisés, porém, por ser homem de oração, enxergava em cada gesto de Deus um verso de amor de um grande poema escrito para Israel. Quem chega perto do Senhor em oração e como Enoque anda com Deus, consegue enxergar em cada pluma levada pelo vendo, em cada leão despedaçando a presa, uma melodia da alegre canção da Vida.
Um líder de oração torna-se parecido com o Senhor e o direito que exige para si é o de morrer em favor das ovelhas de Seu Pai (1Sm 17.34-36; Jo 10.11), para glória de Deus.