Hoje, 31 de outubro de 2026, a Reforma Protestante completa 509 anos.
Para
entendermos o que aconteceu naquele dia em Wittenberg, precisamos voltar ainda mais: ao começo de tudo.
Após a ascensão de Jesus, os apóstolos deram início à Igreja. Ao estudarmos o livro de Atos dos Apóstolos e os que vêm a seguir, podemos perceber como a Igreja Primitiva funcionava: quais eram suas práticas, suas doutrinas e tudo mais. Está ali, tudo muito claro.
O diabo percebeu que a Igreja era o projeto de Deus para a salvação da humanidade. Logo, resolveu destruí-la com todas as suas forças. Para isso, sussurrou ideias malignas no coração dos governantes, que atacaram a Igreja de Jesus com toda a força do Estado. Tiago, irmão de João, foi assassinado. Também Estêvão. A perseguição foi tão grande que muitos fugiram de Jerusalém. Acontece que o plano de Satanás foi frustrado: quanto mais perseguidos eram os cristãos, mais o cristianismo se espalhava.
💬 Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem. (Atos 8:4)
É semelhante ao que tem acontecido hoje na China. Toda a repressão do governo comunista, em vez de intimidar a Igreja, tem ajudado a levantar um poderoso exército de discípulos de Jesus.
Então o diabo mudou de estratégia. Em vez de perseguir, passou a oferecer as coisas do mundo: poder, dinheiro, status, conforto… As tentações que funcionaram com Adão e Eva (Gn 3), mas não funcionaram com Cristo (Mt 4), agora funcionam com a Igreja. Vamos acompanhar, passo a passo, o que aconteceu com ela até chegarmos à Reforma.
Durante esse período, os cristãos foram usados como tochas para iluminar os jardins romanos de Nero: empalados ou atirados nas arenas para lutar com leões. Os cristãos eram duramente perseguidos e, ainda assim, a Igreja crescia vertiginosamente, alcançando todo o mundo conhecido da época.
O imperador Constantino, que tinha uma mãe “cristã”, decretou que se parasse de perseguir e matar os cristãos.
O imperador Constantino alegou ter se convertido e convocou os bispos de todas as Igrejas conhecidas ao redor do mundo. Ali, a Igreja começou um “namoro” com o Estado, e Roma passou a ter muita influência sobre ela.
Em 27/02/380, o imperador romano Teodósio decretou o cristianismo como a religião oficial do Império Romano. O édito foi publicado em 24/11/380, nos seguintes termos:
💬 Édito dos imperadores Graciano, Valentiniano (II) e Teodósio Augusto ao povo da cidade de Constantinopla. “…Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos os que seguem esta norma; quanto aos demais, julgamo-los dementes e loucos, e sobre eles pesará a infâmia da heresia. Seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro, da vingança divina e, depois, serão castigados por nossa própria iniciativa, que adotaremos seguindo a vontade celestial. Dado no terceiro dia das Kalendas de março, em Tessalônica, no quinto consulado de Graciano Augusto e primeiro de Teodósio Augusto.”
O édito não apenas decretou o cristianismo como religião oficial, como declarou que o Império perseguiria quem não se tornasse cristão. Ora, é óbvio que muitos se tornaram cristãos apenas para não serem perseguidos.
Segundo o Pr. Abe (Huber, 2009, p. 37-38), ao conquistarem uma aldeia de bárbaros, ordenavam que se “convertessem”, senão morreriam. Todos concordavam em se “converter” e eram batizados. Muitos eram pagãos e adoravam deuses de madeira, de pedra e de prata. Quando rogavam para continuar com seus “deuses”, obtinham permissão, desde que os chamassem pelo nome de algum santo.
A partir de 380, o cristianismo se misturou completamente com o Império Romano. Várias heresias foram instauradas, como o batismo de bebês, o purgatório e o uso de velas. E assim se foi, até o ponto de começarem a vender indulgências (perdão) para arrecadar fundos para a construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Por volta de 1365, John Wycliffe começou a defender valores que, mais tarde, sacudiriam o mundo por meio da Reforma Protestante. Não apenas ele, mas muitos outros, como Jan Hus.
Em todos os avivamentos, um fator em comum pode ser percebido: o profético! Jan Hus foi queimado em 1415 por pregar o Evangelho e, antes de morrer, disse ao carrasco:
💬 Vocês hoje estão queimando um ganso (Hus significa “ganso” na língua boêmia), mas dentro de um século encontrar-se-ão com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar.
Costuma-se identificar Martinho Lutero com essa profecia, pois ele pregou suas 95 teses em Wittenberg 102 anos depois, e costuma-se identificá-lo, também, com o cisne (Wikipédia). Em 1517, um século depois, Lutero pregou as 95 teses, momento icônico do começo da Reforma Protestante. As próprias teses de Lutero tinham estilo profético.
Lutero nem sempre foi pastor. Na verdade, começou estudando para ser advogado. Um dia, durante uma tempestade de raios, apavorado, disse: “Ajuda-me, Santa Ana, e me tornarei monge”. Como saiu vivo da tempestade, resolveu cumprir sua promessa.
No monastério, Lutero percebeu que terrível pecador era. Flagelava-se e não tinha paz. Seu tutor percebeu que o rapaz tinha um imenso potencial: era um aluno exemplar. Certa vez, foi enviado a Roma em uma missão burocrática. Ao chegar lá, ficou espantado ao encontrar prostíbulos exclusivos para monges, comércio de imagens e artigos religiosos diversos e, o que mais o chocou, o comércio de indulgências (venda de perdão).
Nessa época, Tetzel era o vendedor de indulgências. Dizia que pedir perdão não era necessário, desde que se comprassem indulgências. Chegava a dizer:
💬 “Se você tem um parente que morreu, pode comprar uma indulgência para ele. Na hora em que o dinheiro estiver batendo no cofre da igreja, mais uma alma estará escapando do purgatório.” (Huber, 2009, p. 40)
Há exatos 509 anos, em 31 de outubro de 1517, Lutero pregou na porta do Castelo de Wittenberg (que era uma espécie de jornal da época) um escrito seu contendo 95 pontos que, a seu ver, a igreja romana precisava reformar. Eram 95 questões contra as quais ele protestava. Por isso, o que hoje chamamos de evangélicos eram, naquele tempo, chamados de “protestantes”: protestavam contra as coisas que estavam erradas, fora dos padrões bíblicos.
Roma o convocou e prometeu protegê-lo durante a viagem. Simples de coração, Lutero acreditou, quando, na verdade, o que Roma queria era matá-lo. Por isso, alguns príncipes alemães o sequestraram e o mantiveram em segurança. Escondido, o que ele fez? Sendo profundo conhecedor de grego, latim e hebraico, Lutero traduziu a Bíblia para o alemão. Só que havia um porém: a própria língua alemã escrita ainda não estava pronta o suficiente. Então Lutero a fortaleceu — ou, exagerando um pouco, inventou a língua alemã.
Por volta de 1450, Johannes Gutenberg havia inventado a primeira impressora (a prensa de tipos móveis), e o primeiro livro impresso no mundo foi a Bíblia.
Embora seu desejo fosse apenas reformar a igreja romana, Lutero acabou sendo expulso dela por pregar a Bíblia e ensiná-la ao povo. Muitas das práticas romanas eram contrárias à Bíblia, e assim a Reforma Protestante começou a surgir.
💬 “O Dr. Martinho Lutero era profeta, evangelista, falava em línguas e as interpretava — tudo isso numa só pessoa — e foi dotado com todos os dons do Espírito Santo. Orava pelos enfermos e expulsava demônios.” (Sauer’s History of the Christian Church, vol. 3, p. 406)
Foi assim que a arma de Deus foi sepultada, mas as vitórias conquistadas por ele permanecem na eternidade. Lutero foi, facilmente, o maior evangelista depois dos apóstolos: tão cheio de amor profundo pelo Senhor como João, tão rápido quanto Pedro, tão reflexivo como Paulo, tão entusiasmado e forte em palavras como Elias, tão aguerrido contra os inimigos de Deus como Davi. Profeta e evangelista, falava em línguas e as interpretava, tendo todos os dons da graça e sendo uma luz e um pilar da Igreja. Deu um bom exemplo da maneira alemã e do comportamento cristão em sua casa; um mestre da língua alemã, simples como uma criança em todas as coisas e, ainda assim, profundamente ensinado, trabalhando incansavelmente e dando honra a Deus e ao Seu único Salvador. Muitas vezes em perigo, perseguido e zombado, mas sempre alegre; pobre, mas trazendo riquezas abundantes. Ah, que a lembrança desse justo seja abençoada! (fonte)
Apesar de tudo isso, Lutero não queria que olhássemos para ele. Foi o que ele mesmo deixou claro:
💬 “Em primeiro lugar, peço que omitam meu nome e que não se chamem de luteranos, mas de cristãos. Que é Lutero? A doutrina não é minha. Tampouco fui crucificado em favor de alguém. Em 1 Coríntios 3.4-5, Paulo não quer que os cristãos se chamem de paulinos ou petrinos, mas de cristãos. Que pretensão seria essa de um miserável e fedorento saco de vermes como eu, se quisesse que os filhos de Cristo fossem chamados pelo meu desastrado nome?
💬 Nós, porém, não inventamos uma pregação nova, e sim trouxemos novamente à tona a mesma antiga e comprovada doutrina dos apóstolos. Assim também não inventamos um novo Batismo, Sacramento, Pai-Nosso ou Credo. Não queremos saber de nada de novo na Cristandade, nem tolerá-lo, mas lutamos exclusivamente pelo velho (que Cristo e os apóstolos nos legaram), e a ele nos atemos. O que fizemos foi o seguinte: visto que constatamos que tudo isso havia sido obscurecido pelo papa por meio de sua doutrina humana — sim, porque ele o havia velado com uma grossa camada de pó, teias de aranha e toda sorte de excrementos de bicharia, e até o havia lançado e pisado na lama —, nós o trouxemos novamente à tona, pela graça de Deus, e o limpamos dessa imundície, de modo que agora cada qual pode enxergar o que são o Evangelho, o Batismo, o Sacramento, a Ceia do Senhor, o Poder das Chaves, a oração, o que Cristo nos legou e como se deve fazer uso salutar deles.” (WA 46, 62.67–63.2)
Lutero também colocou a Palavra acima de qualquer experiência. Vemos que a Verdade também prende. Ele já dizia: “Minha consciência é escrava da Palavra”. E ainda:
💬 “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.”
Foi ele também quem ensinou o que chamou de Sacerdócio Universal. Muitas pessoas reconhecem que Deus as chamou para o ministério. De uma maneira ou de outra, todos fomos chamados. Uns, especificamente, para uma posição de liderança. Porém, invariavelmente, todos os nascidos de novo são vocacionados para o ministério de servir a Jesus, ganhando almas, testemunhando e vivendo em novidade de vida.
E Lutero sabia que, sem Deus, não somos nada. Como ele mesmo dizia:
💬 “Deus cria a partir do nada. Portanto, enquanto um homem não for nada, Deus nada poderá fazer com ele.”
Sabia também como lidar com a tentação. Dizia ele: “Você não pode impedir os pássaros de voarem sobre a sua cabeça, mas pode impedi-los de fazer ninho nela.” Assim também, não podemos nos livrar de sermos tentados, mas podemos lutar para não cairmos em tentação. Por isso, seja transparente com seu discipulador sobre as áreas em que você está sendo tentado. Lutero costumava dizer, ainda, que o diabo tenta entrar onde a cerca está mais baixa.
E, quando o diabo acusava, lembre-se de Lutero e o tinteiro. Ele respondeu: “Você esqueceu esse” — e em seguida escreveu: “E a todos estes o sangue de Jesus perdoou.” E o diabo: “Ah, é só você.”
Lutero era, acima de tudo, um homem de oração: “Atualmente estou tão ocupado que não posso passar menos de quatro horas por dia na presença de Deus.” (Martinho Lutero, 1483–1546)
A Reforma também chegou à família. Quando Lutero deixou o monastério, foi acusado de tê-lo feito para suprir seus desejos sexuais. Em resposta, ele disse: “Um ano de casamento me santificou mais do que dez anos de monastério.”
Katharina (Katie) foi abandonada pelo pai no convento aos 5 anos. Os ensinamentos de Lutero sobre a salvação pela fé em Jesus chegaram ao conhecimento dela e, juntamente com outras 11 irmãs, ela fugiu do convento na carruagem de um mercador, dentro de barris de peixe vazios. Lutero arranjou casamento para todas elas, exceto para uma: Katie! Primeiro, a família do candidato não aceitou. Depois, ela não quis os novos pretendentes. Por fim, acabou intimando Lutero: “Só caso se for com o senhor.” No começo, Lutero não cogitou aceitar — afinal, ele estava com 42 anos e ela com 25. Porém, depois de conversar com seu pai, Martin acabou aceitando.
Tiveram 6 filhos e adotaram outros 6, de famílias pobres. Katie administrava tudo para Lutero: desde as finanças do casal, passando pela aquisição de propriedades, até as negociações para a publicação de seus livros. A famosa “rosa de Lutero” foi criada e bordada por ela. Além disso, cozinhava diariamente para umas 50 pessoas, pois muitos alunos moravam com eles, cuidava dos animais e da horta e tinha um Tempo com Deus profundo, sabendo, inclusive, ler.
💬 Lutero: “Minha querida Kate me mantém jovem, e em boa forma também… Sem ela, eu ficaria totalmente perdido. Ela aceita de bom grado minhas viagens e, quando volto, está sempre me aguardando com alegria. Cuida de mim nas minhas depressões e suporta meus acessos de cólera. Ela me ajuda em meu trabalho e, acima de tudo, ama a Cristo. Depois d’Ele, ela é o maior presente que Deus já me deu nesta vida. Se algum dia vierem a escrever a história de tudo o que tem acontecido (a Reforma), espero que o nome dela apareça junto ao meu. Eu oro por isso…”
Ao tomar conhecimento dessa declaração, Katharina respondeu: “Tudo o que tenho feito se resume a simplesmente duas coisas: ser esposa e mãe, e tenho certeza de que sou uma das mais felizes de toda a Alemanha!” O testemunho da vida familiar dos Lutero influenciou todas as famílias alemãs por séculos!
Inglaterra e Alemanha foram fortemente influenciadas pela Reforma, o que trouxe fortes mudanças e a restauração das famílias. Com as perseguições, muitos ingleses fugiram para os Estados Unidos. Assim, Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos tornaram-se grandes potências mundiais, pois suas famílias eram sólidas. E quando a família vai bem, tudo vai bem. Esses três países contribuíram de forma poderosa para a evangelização global, enviando missionários por todo o mundo.
Em seus Discursos à Mesa, Lutero deixou registrado: “No casamento, cada pessoa deve realizar a função que lhe compete. O homem deve ganhar dinheiro; a mulher deve economizar.”
Em 1517, com a Reforma Protestante e seu ícone, Lutero, muita coisa foi restaurada na Igreja de Jesus. Porém, nem tudo. Embora Lutero desejasse ver a Igreja reunida em grandes reuniões festivas e em pequenos grupos, nos quais uns pudessem dar a ceia na boca dos outros, ele não reformou a estrutura da Igreja.
Quando os católicos começaram a perseguir os cristãos, estes foram forçados a voltar aos princípios e a se reunir nas casas. Em 1738, John Wesley organizou pequenos grupos nas casas. Para ele, converter-se e não participar de um desses grupos não valia muito. Ali, os discípulos animavam-se uns aos outros (testemunhos), oravam e estudavam a Bíblia. No final de sua vida, Wesley havia organizado em torno de 10 mil células, com participação média de 100 mil pessoas.
Quando olhamos para o Antigo Testamento, vemos o povo de Israel se movendo em ciclos de avivamento e apostasia. Mas não precisamos ir tão longe: basta olharmos para a Igreja de Jesus e perceberemos o mesmo. Buscar o avivamento é se opor a esse sobe e desce. Por isso, a antiga frase, atribuída aos reformadores e ao holandês Gisbertus Voetius (1589–1676), diz:
💬 Ecclesia reformata, semper reformanda est. — Igreja reformada, sempre em reforma.
Somos uma igreja moderna e em reforma. Sempre vamos precisar nos despir das estruturas e dos costumes relativos a épocas, voltar para a Bíblia e viver novamente os preceitos da Palavra dentro do contexto da sociedade atual. Não sou discípulo de Lutero nem de Spener, mas creio que faltam muitas lágrimas à nossa geração e que uma igreja reformada precisa estar sempre em reforma.
Mas cuidado: foi na Reforma Protestante que grandes homens de Deus, como Lutero e Calvino, ensinaram sobre nosso dever de trabalhar para Deus de forma dedicada; ensinaram a trabalhar para ter como ajudar os pobres… Ajudaram a desencadear o capitalismo que hoje temos. Mas é preciso admitir: nós nos perdemos nisso! Tão ocupados em produzir, em sistematizar, em organizar… Tão viciados na eficiência e no progresso, estamos longe do Evangelho. Afirmar que Deus quer que prosperemos, que sejamos dedicados e eficientes, não é um erro em si. Errado é quando esse corre-corre nos impede de desfrutar O Caminho! Quando estamos em uma via rápida, a 180 km/h, não conseguimos observar o caminho; e Jesus é O Caminho! Se o que você tem feito não permite que aprecie as belezas que o cercam e sinta a verdade que emana do Cristo em você, que o torna alguém melhor, um agente de Vida… então sua correria, sua prosperidade e sua eficiência são do diabo!
E que ninguém transforme os reformadores em ídolos: não é Lutero, não é Maria, não é Wesley… O Salvador é Jesus! Não é Martin Lutero, nem Ellen White, nem João Calvino, nem o Papa, nem Agostinho, nem Alan Kardec. É a Bíblia.
Hoje é o dia da Reforma Protestante. Dia em que comemoramos a vitória da Igreja de Jesus. Ela, que estava morrendo, em queda livre rumo à ruína total, começou a ser reerguida pelo Senhor. O dia que marca esse ressuscitar da Igreja do Senhor e o início da preparação para a volta de Jesus é 31/10/1517. Para rivalizar, o diabo criou o Halloween. E essas coisas não são brincadeira. Se você já brincou com esse tipo de coisa, deve pedir perdão a Jesus! Já expliquei mil vezes que Satanás não respeita nada nem ninguém. Por mais que alguém diga “é brincadeira”, para o diabo não é! Ele não brinca em serviço.
Como reformar uma família? Comece por você! Temos um laço de sangue com nossos familiares. Querendo ou não admitir, existe muito em comum. Mas, a partir do momento em que recebemos Jesus como Senhor e Salvador, começamos a lutar para cortar de nossas vidas tudo aquilo que é contrário à Palavra do Senhor. Algumas coisas parecem tão difíceis de vencer que dizemos: “Mas isso é coisa da nossa família, todos temos esse problema.” Justamente isso precisa ser quebrado em sua vida!
Pregue suas 95 teses na porta do seu coração! É hora de nos apropriarmos das virtudes da nova família a que pertencemos, a família do Reino de Deus. Precisamos identificar essas falhas, esses defeitos familiares, e quebrá-los. Hoje é o dia de começar uma reforma em sua família. Não repita os mesmos erros.
A Reforma não parou em Lutero. Outros ergueram a mesma bandeira: Ulrico Zuínglio, João Calvino, os anabatistas, Samuel Heinrich Froehlich (1803–1857), da Igreja da Paz, John Knox, Guilherme Farel e Savonarola.
Você é um discípulo de Jesus, não uma boneca de porcelana. Somos uma Igreja, não um clube ou um cinema. Estamos aqui para arder, para queimar de amor por Jesus. John Wesley entendeu isso e disse:
💬 Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar.
Por trás de homens assim, havia mulheres assim: Suzana Wesley, mãe de 19 filhos (entre eles Charles e John Wesley), tinha Tempo com Deus diário de 2 horas, sendo 1 hora na madrugada. E Wesley também se importava com os famintos. Em 1773, ele disse: “Milhares de pessoas em toda a terra estão morrendo por falta de alimentos. Isso é devido a diversas causas; mas, acima de tudo, à fabricação de bebida, aos impostos e ao luxo.”
John Bunyan (1628–1688) disse: “A oração fará o homem parar de pecar, ou o pecado o seduzirá a parar de orar.”
Billy Graham, Reinhard Bonnke e John Wesley tinham as mesmas 24 horas que nós, porém ganharam mais vidas para Jesus do que qualquer outra pessoa que conheçamos. Eles fizeram a parte deles; essa é a sua vez!
A Reforma continua. Continua em você, em sua casa e em sua Igreja. E ela se resume nestas cinco afirmações:
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