quarta-feira, 31 de março de 2021

Páscoa é Libertação

 Embora nas Páscoas hodiernas sejam tão divulgados o chocolate e o coelho, a verdadeira Páscoa não tem nada a ver com isso.

O animal símbolo da páscoa é o Cordeiro. Essa festa teve origem no judaísmo, iniciando com a libertação dos hebreus da escravidão que viviam no Egito, seguida da travessia do Mar Vermelho e o início da jornada para Terra Prometida.

Quando Jesus morreu e ressuscitou de entre os mortos, ressignificou a Páscoa mostrando que Ele era o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Todos os animais sacrificados até então em rituais judaicos haviam sido um símbolo para Jesus que de uma vez por todas daria a sua vida para nos libertar do pecado, da condenação eterna e de uma vida de escravidão não nas mãos de Faraó, mas, de Satanás.

 

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1. Páscoa é tempo de reconhecer a escravidão


Vamos começar a nossa aventura de hoje no tempo em que os hebreus, o povo de Deus do Antigo Testamento, estavam na condição de escravos no Egito.

Uma das cativas teve um filho que acabou sendo adotado pela filha de Faraó. Esta por sua vez lhe deu o nome de Moisés. O menino cresceu como se fosse um Egípcio; mais que isso, um verdadeiro príncipe do Egito. Recebeu a que bem possivelmente era a melhor educação acadêmica e militar do mundo naqueles dias.

Aos 40 anos Moisés resolve sair de sua bolha, de seu mundinho de Bob e ver a realidade.

Algo roubou a sua paz: Ver a escravidão dos hebreus. Não bastassem os trabalhos forçados, os feitores ainda dominavam com crueldade.

Moisés perde a cabeça e tenta resolver a situação com as próprias mãos


Ao completar quarenta anos, Moisés decidiu visitar seus irmãos israelitas. Ao ver um deles sendo maltratado por um egípcio, saiu em defesa do oprimido e o vingou, matando o egípcio. Atos 7:23,24.


Aquele cenário já existia antes mesmo de Moisés nascer. Porém ele nunca tinha aberto os olhos para enxergar a realidade da escravidão. Uma vez que seus olhos são abertos e percebe a condição em que os hebreus viviam no Egito, tenta resolver na força do braço. Embora príncipe daquele mundo, Moisés também era um escravo. Ao primeiro deslize; na primeira vez que não dançou conforme a música, sua cabeça foi requerida.


E porventura não é esta a história da humanidade ainda hoje?

Muitos vivem escravizados e acostumados com isso. Outros, alienados pensam que estão bem, porém ao primeiro sinal de liberdade perceberão que nunca foram livres.


Moisés foge e vai para o deserto. Lá por 40 anos, cuida de ovelhas e forma uma família. Conhece ao Senhor e recebe seu chamado: Libertar o povo de Deus.


Volta para o Egito e anuncia ao povo que é chegada a hora da libertação. Porém no primeiro entrave:


Ao saírem da presença do faraó, encontraram-se com Moisés e Arão, que estavam à espera deles, e lhes disseram: "O Senhor os examine e os julgue! Vocês atraíram o ódio do faraó e dos seus conselheiros sobre nós, e lhes puseram nas mãos uma espada para que nos matem". Êxodo 5:20,21.


O preço da libertação era caro e os hebreus não estavam muito afim de pagar. Esperavam tão somente que Moisés fizesse algo “mágico” e “tcharam” não seriam mais escravos.


Não é assim que as coisas funcionam. Para experimentar uma completa libertação, faz-se necessário enfrentar o tirano.


Enquanto Moisés servia a Faraó no palácio, pensando ser livre, não haviam conflitos. O jovem Moisés vivia em “paz”. Era só continuar naquele jogo de faz de conta e tudo estaria bem. A conta só viria depois quando o bonzinho e politicamente correto Moisés iria para o inferno acompanhado de seu maquiavélico Faraó.

Já o povo preferia continuar pagando o preço da desgraçada servidão, com a qual já estavam acostumados, acomodados; sim, acomodados com o tormento, do que o preço de lutar pela liberdade.


Sim meu querido, se você procurar a Igreja vai atrair o ódio de Satanás. Pois será instigado a sair do marasmo da enganação, onde vivia o jovem Moisés; ou será impulsionado a deixar a servidão, mesma onde padeciam os hebreus.


Já ouviu a história do muro? É um conto inventado que diz assim:


Um homem estava sobre um muro e de um lado um anjo se descabelava atônito tentando convencer o homem a ir para seu lado. Do outro um demônio estava sentado em uma cadeira de praia descansando e tomando uma gelada.

Dia após dia o anjo insistia e o demônio descansava.

Até que o homem indagou ao abjeto ser:

- “Vem cá… Porque dia e noite o anjo insiste comigo para ir par ao lado dele e você nunca me convidou para ir para o seu lado”?

- “É porque o muro é meu”. Respondeu o demônio.


"Aquele que não está comigo é contra mim, e aquele que comigo não ajunta, espalha. Lucas 11:23 (Mt 12:30).


Se você estiver com Jesus, necessariamente será um arauto da liberdade.


Até então. Ninguém odiava ninguém no Egito. Moisés era escravo da sua ignorância. Os hebreus escravos da sua rotina. A partir do momento que a mensagem da Páscoa (passagem) começou a ser anunciada, uma guerra começou.


"Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim.

Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. João 15:18,19.




2. Páscoa é tempo de ver o poder de Deus


Para ajudar Moisés na missão de libertar o povo da escravidão, Deus levanta seu irmão Arão. Os planos de Deus para nossas vidas nunca são individualistas.

Deus enche Moisés de poder com um propósito. Assim como em At 1:8 a Bíblia nos mostra que o poder do Espírito Santo é dado com o propósito de sermos testemunhas de Jesus, Moisés recebe poder de Deus para salvar o povo. Esse é o sentido do poder que Deus concede a nós: Salvar vidas!

Em muitos lugares na Bíblia, a mesma palavra poderia ser utilizada de 3 maneiras: salvação, libertação, cura. Era isso que os hebreus precisavam. É isso que nós recebemos. É isso que o mundo precisa hoje.


O povo não sairia livre sem que o poder de Deus fosse manifestado. Jesus mesmo admite que há pessoas que só creem ao verem sinais. Interessante que antes de mostrar os sinais para Faraó e os egípcios.


Disse-lhe Jesus: "Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão". João 4:48.


Uma enxurrada de sinais e maravilhas da parte do Senhor começa então a se manifestar através de Moisés e Arão. O Senhor envia diversas pragas, cada uma delas relacionada a um tipo de idolatria que os Egípcios possuía.

Deus não apenas estava mostrando aos Egípcios que era o verdadeiro Deus como também estava humilhando cada uma daquelas potestades; cada um daqueles demônios que era reverenciado.

Enquanto isso acontecia os magos e feiticeiros do Egito continuavam a invocar os falsos deuses da sua religião na tentativa de combater o Senhor. Tudo em vão.



Flashback: Marido sanguinário


Antes de seguirmos falando da primeira Páscoa; a passagem do cativeiro para a liberdade, precisamos rever um episódio acontecido por Moisés lá traz ao receber o seu chamado.

Enquanto se preparava para voltar ao Egito, Deus vem na direção de Moisés para matá-lo! Isso mesmo!


Depois diga ao faraó que assim diz o Senhor: Israel é o meu primeiro filho, e eu já lhe disse que deixe o meu filho ir para prestar-me culto. Mas você não quis deixá-lo ir; por isso matarei o seu primeiro filho!

Numa hospedaria ao longo do caminho, o Senhor foi ao encontro de Moisés e procurou matá-lo.

Mas Zípora pegou uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e tocou os pés de Moisés. E disse: "Você é para mim um marido de sangue! "

Ela disse "marido de sangue", referindo-se à circuncisão. Nessa ocasião o Senhor o deixou. Êxodo 4:22-26.


Moisés recebera de Deus uma missão fantástica. Também foi acrescentado de poder divino para fazer isso. Ele se prepara para sair em jornada e… Deus tenta matar ele.


Como Deus usaria Moisés para salvar mais de 2 milhões de pessoas quando este estava negligenciando a salvação da própria família?

A circuncisão era a marca da Aliança entre Deus e seu povo.


Quero que entenda isso. Deus deseja usar você poderosamente. Então comece anunciando e vivendo o evangelho dentro de casa. A bela pregação e o testemunho que você conta lá fora precisam primeiramente ser anunciados dentro de casa.



Podem ir, mas...


Moisés inicia sua conhecida pregação:

Deixe o meu povo ir para prestar-me culto.

Depois de algumas negativas, Faraó resolve usar de estratégias.


Vão oferecer sacrifícios ao seu Deus, mas não saiam do país. Êxodo 8:25.


A primeira tentativa foi dar uma relativa liberdade. Porém em seguida Faraó voltou atrás e revogou a permissão.

A segunda tentativa de Faraó foi restringir a liberdade à apenas alguns.


Só os homens podem ir prestar culto ao Senhor, como vocês têm pedido. Êxodo 10:11.


Vendo que não podia os impedir de sair em viagem de 3 dias; nem mesmo que poderia impedir de que as famílias fossem completas prestar culto ao Senhor; Faraó tenta restringir os bens.


Vão e prestem culto ao Senhor. Deixem somente as ovelhas e os bois; as mulheres e as crianças podem ir. Êxodo 10:24.


E assim o Maligno continua agindo até hoje. Quando vê que alguém decididamente vai sair do domínio das trevas, tenta impedir que se aprofunde na vida com Deus.

E infelizmente existem cristãos rasos que param por ai.



Uma vez que a pessoa cresce no Senhor, o inimigo tenta então impedir que essa salvação alcance a família.

É uma pena, porém algumas pessoas se contentam com isso.


Tendo família sido alcançada, um tinhoso procura evitar que a libertação atinja o dinheiro, o trabalho e o patrimônio.

O que fica visível quando a pessoa nem no dízimo consegue ser fiel o que dirá nas demais coisas.


Por fim Satanás se mostra um péssimo negociante. Pois o povo não viaja apenas 3 dias, mas, para outro país. Não apenas todo o povo sai, como também seu exercido é dizimado. E por fim, além dos hebreus levarem os próprios bens, os egípcios lhes fornecem tesouros para levar na viagem.



Selando as portas


Do momento em que Moisés começou a lutar pela libertação até o momento que povo finalmente saiu muitos revezes aconteceram, como por exemplo:


Os egípcios tentaram piorar a vida dos hebreus.

Dizem que a hora mais escura da noite é quando o sol está prestes a nascer.

Não se assuste se ao guinar para a salvação as lutas se levantarem. O inimigo não gosta de perder.


Os hebreus, culparam Moisés. Não se assuste com as mordidas de ovelha. Pode acontecer de as pessoas que você está tentando ajudar se revoltarem contra você, afinal, em certo sentido, você é corresponsável pelo sofrimento delas.


Faraó tentou diluir a bênção com várias propostas e falsos acordos. Afinal quando o inimigo percebe que além de te perder, você vai ser abençoado, ele tenta pelo menos diminuir isso.


Até que chegou a hora da última praga. Já que Faraó e os Egípcios não queriam libertar o povo de Deus os primogênitos de todo o Egito morreriam.


Só existia uma exceção. A casa que reunisse a família, preparasse ritualmente um cordeiro, o assasse e comece em família celebrando ao Senhor; essa casa seria livre da praga.

Porém, existia algo mais. O Sangue do Cordeiro sacrificado deveria ser passado nos marcos da porta.


Aquele sangue, simbolizava o sangue de Jesus que seria derramado na cruz por nós.



Levando os despojos


Depois do Egito ser afligido pelas pragas, o povo além de expulsar os hebreus do país, entregou-lhes seus tesouros.

Os anos roubados através dos trabalhos forçados, foram finalmente restituídos.

Porque Páscoa não fala apenas de libertação. Fala também da restituição do que um dia foi roubado.


Ao sair das garras de Satanás, Deus promove também em nossas vidas a restauração do que foi destruído e a restituição do que foi roubado. Pois para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. 1 João 3:8.



Renovando a mente


Uma vez que tinham saído do Egito; agora o Egito precisava sair de dentro deles. Precisavam ter a mentalidade mudada de escravos para livres.

Não é fácil para quem sempre viveu como desgraçado agora saber que foi salvo pela graça.

No seu espírito você já foi feito uma Nova Criatura (2Co 5:17); porém a sua mente precisa de transformação.


Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2.


O mundo, o sistema de valores formado pela parceria entre seres humanos e o diabo; é como uma forma onde a massa do pão, passivamente vai se conformando ou seja, o pão assume para si a forma do molde.

Sabia que até mesmo uma melancia, se crescer dentro de uma forma quadrada, assume aquela forma?


Assim é a mente do mundo. Não é necessário fazer nada para tê-la. É só ir levando a vida. Basta ir vivendo.


Já para ter a mente renovada, após nascer de novo, é necessário metanóia. Uma transformação sobrenatural, progressiva e constante.


Eles não estavam mais no Egito, porém, se continuassem pensando daquele jeito construiriam em Canaã um Novo Egito.

Sem mudança de mentalidade, cristãos podem transformar igrejas em um novo mundo.


Precisamos de mudança diária em nossas mentes, que virá através de meditação sistemática na Palavra, oração, congregar, jejum, santificação…



Não pare


Uma vez que os hebreus saíram do Egito, alguns quiseram voltar atrás.

Sentiram saudades das comidas do Egito e até da escravidão. Preferiam lidar com os velhos problemas impostos pela servidão, com os quais já estavam acostumados do que com os novas responsabilidades que a liberdade trazia.


É como eu sempre digo: Dores todos nós vamos enfrentar. Ou a do crescimento ou a da doença. Então se de um jeito ou de outro vamos sofrer, que seja então a dor do crescimento.


Ministração


Você já é livre?

Caso ainda não, quer ser?


Você quer ser um libertador?

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