15/12/2009

Bom Natal, um feliz Natal, se...

Fp 4.8 NVI Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.

Fp 4.8 ARA Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.

Verdadeiro
Nobre – respeitável – honesto
Correto – justo
Puro
Amável
Boa fama
Excelente – virtude
Digno de louvor
Pensem nisso – que isso ocupe vossas mentes

O natal está chegando. Como sabemos disso? Por olhar as folhas bonitas dos calendários, com figuras de papai Noel, meias e trenós? Não, percebemos que o Natal está chegando porque andamos pelas ruas e vemos muitas luzes. Casas enfeitadas e uma efervescência no comércio. Lojas que abriam apenas durante a semana, até as 18h agora ficam abertas praticamente o dia inteiro e domingo à domingo!
Onde está o seu coração nisso tudo? Será que assim como as lojas abertas para a celebração do capitalismo também estão escancarados nossos corações para a celebração da redenção? Será que abertos estão nossos olhos para enxergar a Luz que brilha pelos séculos dos séculos?
Um natal de verdade deve ser percebido por todos. E que ao invés do aquecimento do comércio, do capitalismo elitista, vejamos os corações aquecidos. Que antes de estarem cheias de presentes, as mãos estejam cheias de carinho, e os braços fortes que carregam as mercadorias, possas descansar no refúgio dos abraços. Que os pés apressados pelas melhores ofertas, possam ficar descalços na grama da graça para brincar de pega-pega com as crianças...
A mídia insiste na imagem de uma família com lindos sorrisos, de dentes alvos e pele bonita, sentada ao redor de um pinheiro enfeitado, com crianças abrindo os presentes... Isso é ilusão, é passageiro e só terá algum sentido se...
Se o sorriso for verdadeiro, depois de uma boa conversa, de liberado o perdão pelas ofensas e mágoas ocorridas durante o ano...
Se marido e mulher se respeitarem, ao invés de celebrar uma ceia hipócrita, e depois dela quebrarem os pratos...
Se o dinheiro com que se compraram os presentes veio de fonte justa, sem oprimir ninguém, sem dar calote, e sem endividar-se até o pescoço trazendo assim contenda por todo novo ano que se aproxima...
Se os filhos preservam a pureza de ser criança! Olhando para os pais com admiração e sabendo que o centro do natal não é Noel e nem pinheiro, mas o Presente. O Presente que Deus Pai nos deu, a salvação em Cristo Jesus...
Se os rostos a sorrirem, não forem apenas os de pele bonita e dentes brancos... Mas que todos, até os pobres, os enfermos, os marginalizados... Consigam silenciar sua alma, e sentir o amor de uns pelos outros e de Jesus por todos...
Se no coração de todos resplandecer a virtude da paz com seu brilho redentor...
E se em tudo isso houver nos corações alegria para louvar ao Senhor por ter descido dos céus até nós e nos amar tão intensamente a ponto de nos salvar, livrando-nos de nosso próprio e obstinado caminho infernal. Pensem nisso, ocupem as mentes com isso, com as Boas Notícias (evangelho) de Jesus, de que o Reino de Deus é chegado.

08/12/2009

Trechos do Didaquê



Estou disponibilizando aqui alguns trechos (recortes) de versos do Didaquê. Escrito atribuído aos cristãos primitivos. Os trechos que selecionei devem ser lidos com atenção. São fortes para nossos dias... Podes também ler ou fazer o download completo AQUI.

1.3 Quanto a você, ame aqueles que o odeiam e assim você não terá nenhum inimigo.
1.4 Não se deixe levar pelo instinto.
1.5 Dê a quem lhe pede e não peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos.
1.6 ...que a sua esmola fique suando nas suas mãos até que você saiba para quem a está dando.
2.2 Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique a magia nem a feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe e nem depois que ela tenha nascido.
3.1 Não seja colérico porque a ira conduz à morte. Não seja ciumento também, nem briguento ou violento, pois o homicídio nasce de todas essas coisas.
3.2 Filho, não cobice as mulheres, pois a cobiça leva à fornicação. Evite falar palavras obscenas e olhar maliciosamente já que os adultérios surgem dessas coisas.
3.3 Filho, não se aproxime da adivinhação porque ela leva à idolatria. Não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre isso, pois disso tudo nasce a idolatria.
3.4 Filho, não seja mentiroso, pois a mentira leva ao roubo. Não persiga o dinheiro nem cobice a fama porque os roubos nascem dessas coisas.
3.9 Não se junte com os poderosos, mas aproxima dos justos e pobres.
4.1 Filho, lembre-se dia e noite daquele que prega a Palavra de Deus para você. Honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois Ele está presente onde a soberania do Senhor é anunciada.
4.2 Procure estar todos os dias na companhia dos fiéis para encontrar forças em suas palavras.
4.6 Se o trabalho de suas mãos te rendem algo, as ofereça como reparação pelos seus pecados.
4.14 Confesse seus pecados na reunião dos fiéis e não comece a orar estando com má consciência. Este é o caminho da vida.
9.5 Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: "Não dêem as coisas santas aos cães".
11.12    Se alguém disser sob inspiração: "Dê-me dinheiro" ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.
15.1 Escolha bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados pois também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.
16.6 Então aparecerão os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a ressurreição dos mortos.

Para uma vida Feliz e Frutífera.

"Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do SENHOR. 6 Ele será como um arbusto no deserto; não verá quando vier algum bem. Habitará nos lugares áridos do deserto, numa terra salgada onde não vive ninguém. 7 "Mas bendito é o homem cuja confiança está no SENHOR, cuja confiança nele está. 8 Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar fruto".

Olhando para este texto podemos ver a grande diferença, o grande abismo que existe entre os que confiam na humanidade e os que confiam no Senhor. A primeira coisa que fica clara: Quem confia em Deus é bendito e quem confia na humanidade, maldito. Tudo bem, esse argumento nada serve para o evangelismo além de não ser muito esclarecedor.
A comparação continua. O homem que confia em Deus é comparado com uma árvore na beira de um ribeiro, enquanto o que confia na humanidade como um arbusto no deserto. Essa comparação é bem forte. Esqueça um pouco os seus afazeres de logo mais. Ei, concentre-se aqui. Deixe sua mente passear um pouco por essa parábola. Vá até o deserto, sinta o calor e o sol ardendo sobre si. Um vento seco e cortante enche seus olhos de areia e sua boca seca arde de sede. Você olha ao redor e vê o que? Vê cactos, e um pequenino arbusto. Deus criou as plantas do deserto com peculiaridades, e ao passar dos anos elas ainda mais se adaptaram. O que você vê agora são plantas que tiveram suas folhas transformadas em espinhos, para que a sudação não levasse embora toda sua água. Mas esse mecanismo de sobrevivência custou caro. A planta que agora você vê tem aspecto asqueroso, seus espinhos parecem lanças dizendo “fique longe de mim”. Você caminha um pouco, e fica com a perna presa em um espinho de uma planta e seu braço é rasgado por outro... Queriam as plantas do deserto lhe ferir? Não, queria apenas se proteger.
Aqueles que põem sua confiança em homens são assim. Gastam muito de seu precioso tempo criando mecanismos de defesa, se adaptando a sequidão deste mundo. E por isso temos tantos desentendimentos, pois quem é rasgado por um espinho, vai entender isso como uma agressão e não como a defesa de outrem. Gastam suas energias acumulando para si mesmos, como os cactos acumulam água. E por que? Porque não sabem quando a humanidade dará suas chuvas. Assim é o homem que confia no homem. De tanto se proteger fica asqueroso, de tanto medo da escassez fica insensível à necessidade alheia. Por sua excessiva preocupação não tem tempo para crescer e dar frutos. Ao contrário do que diz o texto sobre quem confia no Senhor, o qual mesmo no ano da seca produz fruto. E como esse peculiar arbusto de Jeremias não produz fruto, não vive ninguém ao seu redor. Você se aproxima desse arbusto, faminto sedento e tudo que encontra são galhos ressequidos. Quem afasta a sua confiança do Senhor e confia em si mesmo, ou na humanidade, seja pelas vias da ciência, da tecnologia, da razão... Será uma pessoa infrutífera. Poderá descobrir a cura do câncer, mas quem se lembrará de câncer quando todo o corpo estiver ardendo nas chamas do inferno? Não, não é fruto verdadeiro o produzido por quem se aparta do Senhor, é apenas mais um espinho, mais uma defesa, mais um mecanismo de segurança para os tempos de seca... Dinheiro para gastar quando está deprimido, álcool para relaxar, tranquilizante para dormir, drogas pra curtir, promiscuidade para ter prazer... Espinhos, espinhos, espinhos... Galhos retorcidos e soberba, assim é homem que não confia no Senhor. Tão preocupado, nem consegue mais enxergar os pequenos milagres, as belezas do dia a dia (v.6). Não sente mais prazer na rosa que lhe sorri ou no colibri que lhe cumprimenta. Nem o gotejar da chuva lhe tranquiliza e os raios e os trovões não lhe trazem excitação alguma...
Permita-me ainda falar brevemente daqueles que confiam no Senhor. Ah! Estes são como árvores junto às águas. Como confiam no seu redentor, não precisam se preocupar, e usam suas energias para crescer, tornam-se frondosas e de folhas carnudas. Quem procurar lugar à sobra encontrará. Podem produzir fruto e abrir as folhas para receber toda luz do sol e assim ficarem cheias de energia, de vida! Seus frutos vez por quando caem na água e fazem os peixes saltarem para comê-los, os macacos e os pássaros sentam em seus galhos para comer seus frutos. Eu quero ser como essa árvore, e você?
Precisamos entender que quando levantamos mil defesas ao nosso redor, quando pensamos que tudo e todos desejam nos agredir e por isso nos armamos até os dentes, a impressão que passamos é de que nós é que estamos nos preparando para a guerra. De que nós é que estamos agredindo. Comecemos então a abolir as palavras ásperas, o egoísmo, as tramas, as trapaças, a avareza. Façam de suas “espadas arados, e de suas lanças, foices” (Is 2.4). O homem se cercou e se armou contra si mesmo. O homem que confia na humanidade confia de forma contraditória, pois sua confiança o leva a construir fortalezas... Confia, desconfiando... Eu quero aprender a confiar no Senhor, parar de machucar quem de mim se aproxima. Abaixar as armas e me preocupar em produzir frutos e sombra, para que quem de mim se aproximar possa encontrar refúgio e segurança, ao invés de espinhos.


03/12/2009

Missão Integral, Artigo.

Olá amado leitor. Estou disponibilizando uma versão do artigo "Missão Integral - Uma releitura de Atos 6.1-7". Se deseja saber mais sobre Missão Integral, Atos, Igreja Primitiva, e Conflitos da atualidade para a vivência de uma fé mais Bíblica, creio que lhe será uma leitura interessante. Também é abordado um pouco da história da Igreja na América Latina. É uma leitura breve e pode ser feito o download em em PDF (aqui) ou DOC (aqui).

01/12/2009

Saudades


Vivendo num mundo rodeado de tantas coisas
Às vezes esquecemos que não as somos.
Vivendo num mundo de tantas gentes
Às vezes esquecemos que as somos.

Quando o sol vem forte
Sentimos seu ardor
E o coração se enche de fervor.

Ao ouvir a doce chuva
Brota no ser grande paz
E o verde predomina dentro da moldura.

Moldura simples
O rústico retângulo da janela.
E simplesmente explico
Mudar de estado é coisa bela

Em cada lugar uma lição
E ao devagar o pensamento
Passeiam as lembranças
Trazendo-me grande emoção.


Goteja a chuva marcando o compasso
A mente viaja
Sonhando do antigo amigo
Receber um novo abraço.

Orem pela paz de Brasília



Sl 122 NVI Alegrei-me com os que me disseram: "Vamos à casa do SENHOR!" 2 Nossos pés já se encontram dentro de suas portas, ó Jerusalém! 3 Jerusalém está construída como cidade firmemente estabelecida. 4 Para lá sobem as tribos do SENHOR, para dar graças ao SENHOR, conforme o mandamento dado a Israel. 5 Lá estão os tribunais de justiça, os tribunais da casa real de Davi. 6 Orem pela paz de Jerusalém: "Vivam em segurança aqueles que te amam! [ARA Sejam prósperos os que te amam] 7 Haja paz dentro dos teus muros e segurança nas tuas cidadelas!" 8 Em favor de meus irmãos e amigos, direi: Paz seja com você! 9 Em favor da casa do SENHOR, nosso Deus, buscarei o seu bem.
     Olhando para esse salmo, quero hoje refletir contigo sobre a realidade de nosso Brasil. Os meios de ‘tele-manipulação’ estão por ai anunciando os roubos absurdos dos políticos que depois de realizarem sua ‘operação’ agradecem a deus por sua prosperidade (com ‘d’ minúsculo mesmo). No Brasil existe uma religião estranha; tal de ‘neo-alguma-coisa’ que não ficarei admirado se daqui a alguns dias começar a usar carros bomba... Bom, mas isso fica pra outra conversa.
     Voltando ao salmo, vemos que seu escritor clamava por prosperidade sobre aqueles que amassem Jerusalém. O que havia de especial nessa cidade, para que Deus viesse a abençoar quem a amasse? Jerusalém era o ponto de unidade das tribos (v.4), a capital dos hebreus. Era o centro da religiosidade (v.1), do pensamento, da justiça (v.5), do governo... O que acontecia em Jerusalém influenciava todo o reino! Caso um inimigo conquistasse a cidade, o reino todo entraria em colapso. Por isso, possuía soldados, muralhas, e fora construída em um lugar alto. Os fiéis amavam subir ao Templo em Jerusalém!
     As tribos subiam até lá para dar graças a Deus (v.4). Regozijavam-se por sua capital nacional. Logo, a paz na capital, precisava ser uma paz espiritual, política, judicial, social e a ausência de conflitos bélicos. Existindo essa paz em Jerusalém, as tribos seriam abençoadas! Haveria crescimento econômico, pois as políticas do governo seriam justas. Deus abençoaria o seu povo, as mortes por guerra deixariam de existir e a pobreza seria minimizada. Sim, seriam prósperos os que amassem Jerusalém. Mas os que a amassem com um amor em ação, orando e agindo por sua paz.
    Olhando dessa maneira, poderíamos dizer: “Haja paz em Brasília, sejam prósperos os que a amam”. Porque como pode existir paz enquanto o dinheiro do povo vai parar nas meias, bolsas e sei lá mais aonde? Como pode existir paz enquanto os políticos e o povo se embebem no ácido da corrupção?
   O inimigo do Brasil quer conquistar nossa capital. Satanás quer tomar conta de Brasília para assim oprimir os brasileiros. E não quer fazer isso através de um determinado político. Do contrário, quer sorrateiramente ir aos poucos se infiltrando como faz o cupim, de modo que quando menos se espera, os pilares estruturais já se tornaram serragem. Assim, leis são feitas sem levar em conta os princípios mais elementares da sociedade. Deus é colocado cada vez mais de lado, através de evangélicos que dão mal testemunho e da mídia que enfatiza os casos negativos de expressão de fé. Os princípios morais mais absolutos estão sento relativizados em nossa capital e a família está perdendo o status de célula máter da sociedade.
   Brasília não está em paz! Nossa capital, onde estão os tribunais da justiça (v.5) está corrompida! Suas muralhas de proteção estão derribadas. E me parece, que o cupim está pegando.
   Orem pela paz de Brasília: "Vivam em segurança aqueles que te amam”! Orem pela paz de Brasília: “Sejam prósperos os que te amam”.